É bem provável que você já tenha visto alguma matéria falando do desperdício de remédios no Brasil. Segundo o Conselho Federal de Farmácia, 20% dos medicamentos comprados pelo governo e pelos hospitais privados são desperdiçados no país. E se a gente colocar nessa conta a enorme quantidade de remédios que mofam nas farmacinhas caseiras, o índice aumenta bastante. “ Hoje, no Brasil, 1/3 dos medicamentos são perdidos”, garante Dãmaso Silveira, presidente do Banco de Remédios, aqui de Porto Alegre, que presta um serviço único: receber e doar medicações que iam fora.

De acordo com o consultor empresarial, não há, em nenhum outro estado, um banco de remédios aberto ao público – os poucos que existem pertencem a entidades voltadas a grupos específicos. Já o banco gaúcho, que fica no centro, recebe qualquer interessado. Parte do estoque vem de clínicas, hospitais e prefeituras espalhadas pelo território nacional, às vezes de outros países. Mas em se tratando de fornecedor, desde que o medicamento esteja ok, a origem nem importa tanto. Já para receber o remédio, o processo é bem criterioso.

Os interessados em utilizar o serviço precisam fazer cadastro pessoalmente, apresentando uma série de documentos e receita atualizada. Além de pagar 15 reais por mês, usados na manutenção da estrutura – segundo Dâmaso, ele mesmo um transplantado renal, a maioria da equipe é voluntária. E tanto faz se o usuário for rico ou pobre. Dependendo da doença, há pacientes que chegam a consumir 50 mil reais em remédios por mês.

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Banco do Remédios
Rua dos Andradas, 1560 / 6º andar (Galeria Malcon), Centro
Fone: (51) 3433.7640 e 08007654321
www.bancoderemedios.org

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